O Horizonte de Ferradeira – ainda valerá a pena?
DOI:
https://doi.org/10.51679/ophiussa.2024.152Palabras clave:
Calcolítico Final; Bronze Antigo do Sudoeste; necrópoles; povoados; evolução cultural.Resumen
No início dos anos 1970, Schubart define e caracteriza uma entidade arqueográfica, o “Horizonte de Ferradeira”, na qual pretende agregar a escasssa realidade arqueológica conhecida, na altura, para o período compreendido entre o Calcolítico Pleno e a Idade do Bronze no Sul do território português. A evolução posteriormente ocorrida no conhecimento arqueológico para todo este período, quer nos seus aspectos de ordem cultural, quer no domínio cronológico, que se sintetizam sucintamente neste trabalho, leva a interrogarmo‑nos sobre a validade e operacionalidade actual deste “Horizonte”. Tendo em conta este desiderato, que se descreve, e atendendo a que a evidência arqueológica indicia que não existem estruturas habitacionais e funerárias campaniformes, mas antes contextos funerários e não funerários com campaniforme, o modelo arqueológico em causa, como agregador e definidor da realidade correspondente ao Calcolítico Final do Sul português, não terá razão de ser e, por conseguinte, encontrar‑se‑á, actualmente, esvaziado de qualquer utilidade.
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Derechos de autor 2024 Ophiussa. Revista do Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa

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